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História da Cidade

Sugestão de Links:
História completa em: http://www.vivasantos.com.br/01/01a.htm
Lendas de Santos: http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendas.htm
Fotos antigas em http://www.novomilenio.inf.br/santos/fotos000.htm


Povoado, Vila e Cidade


            Entre os fidalgos que acompanharam Martim Afonso de Sousa* na fundação do povoado de São Vicente, em 1532, Brás Cubas foi um dos mais bem sucedidos. Sua plantação de cana-de-açúcar encontrou terra e clima favoráveis na região nordeste da ilha de São Vicente, onde se fixou com a família e os agregados.
            Em 1535, as terras ocupadas por Brás Cubas formavam um núcleo à parte dentro da ilha; mas o ano em que foi construída a Santa Casa de Misericórdia de Todos os Santos (1543) marcou oficialmente a fundação do povoado, conhecido apenas como Porto. Brás Cubas, em 1545 assume o cargo de Capitão-Mór. O nome definitivo, que daí se originou, surgiu em 1546, com a elevação à categoria de vila reconhecida por Carta Régia.

            Através do porto, a vila recebia mercadorias de Portugal e enviava à metrópole os pães-de-açúcar produzidos no Engenho do Governador (depois chamado Engenho de São Jorge dos Erasmos). Vários outros engenhos estabeleceram-se  com  o passar dos anos em Santo Amaro, região continental limítrofe à ilha de São Vicente.

            Embora pouco movimentado, o pôrto tornou-se o coração de Santos, enquanto São Vicente entrava numa fase de declínio.

O café foi, sem dúvida, o grande responsável pelo desenvolvimento das instalações portuárias e pelo progresso santista.

            A estagnação de mais de duzentos anos foi superada com a cons-trução dos canais sanitários e da estrada de ferro que ligou o porto ao continente. A 26 de janeiro de 1839, Santos passou à categoria de cidade. No ano de 1969 a autonomia política do município foi cassada, recuperando-a no dia 02 de agosto de 1983.

Um lugar aprazível

            Os 417.983 habitantes do município (censo de 2000) ocupam 749 quilômetros quadrados de área. A cidade de Santos situa-se na ilha de São Vicente, mas o município conta também com a parte continental - a maior, em extensão - que inclui o distrito de Bertioga, onde há uma subprefeitura.
            Próxima à capital do Estado (72 quilômetros de rodovia, 78 quilômetros de ferrovia), transformou-se inevitàvelmente em centro turístico: nos fins de semana e feriados recebe em média 300 000 visitantes e, nas férias de verão, 600 000.

            Os turistas são atraidos pelos 7 quilômetros de praias ajardinadas e mar calmo, fronteiriços à avenida onde se erguem os edifícios mais modernos. O centro da cidade, que corresponde às terras inicialmente ocupadas por Brás Cubas, ainda apresenta construções antigas, algumas da época da fundação.

            O clima agradável na maior parte do ano e o terreno plano - 2 metros acima do nível do mar (na divisa com Salesópolis, ao norte, o município alcança 1 275 metros de altitude) - favoreceram a expansao do turismo, em torno do qual giram as principais atividades da cidade.

            O turista pode visitar lugares históricos como o outeiro de Santa Catarina e as ruínas do Engenho de São Jorge dos Erasmos (do tempo da fundação da cidade), igrejas co-mo as do Valongo (obra dos fran-ciscanos de 1640), do Mosteiro de São Bento (também de 1640) e de Nossa Senhora do Carmo (capela erguida em 1599 e a igreja em 1725). O Aquário Municipal, o Orquidário, a Casa do Café, o monte Serrat, o morro de Santa Teresinha e o Museu de Pesca são alguns dos lugares mais visitados.

            A maior festa religiosa ocorre no dia 8 de setembro, consagrado a Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira da cidade. Os atos litúrgicos realizam-se na Ermida de Nossa Senhora do Monte Serrat, construída em 1603. Uma outra festa - a de lemanjá a 8 de dezembro - atrai para as praias santistas pessoas de todos os Estados brasileiros.

            Os administradores santistas veem nos investimentos turísticos - valorizados pela Rodovia dos Imigrantes e pela auto-estrada Rio-Santos -o modo mais concreto de promover o desenvolvimento da cidade.

Centro industrial

            O interesse pelo turismo não afasta a preocupação com o avanço industrial. Santos possui indústrias relacionadas com a pesca, metalúrgicas, indústrias de calçados e de blocos e artefatos de cimento. Mas 83% da arrecadação provêm do setor terciário. Privilegiadas isenções impedem o porto de contribuir à altura para a arrecadação municipal.
            Diante deste impasse econômico, os administradores ventilaram a necessidade da criação de um distrito industrial, na área continental denominada vale do Quílombo.

            Diversos fatores foram levados em conta para a escolha do local: a natureza do solo (que dispensa fundações indiretas, de custo elevado), água e energia elétrica compatíveis com as necessidades industriais, e fácil escoamento dos produtos através das estradas Piaçagúera-Guarujá e Rio-Santos. O planejamento previu instalações de indústrias pesadas no vale do Quilombo, reservando para as indústrias leves a zona industrial de Alamoa e a zona mista do noroeste; indústrias de barcos e de pesca ficariam restritas a Bertioga e à zona portuária.

Cidade-porto

            No dia 2 de fevereiro de 1893, um vapor britânico deu inicio às operações intercontinentais no pri-meiro trecho do cais de Santos. Além de ser um dos mais antigos portos brasileiros, é o maior de todos; a localizaclio estratégica coloca-o ao alcance de importantes centros estaduais agrícolas e industriais, como Minas Gerais, Mato Grosso, Sio Paulo e Goiàs.
            A Estrada de Ferro Santos a Jundial faz conexão com a Companhia Paulista que chega, por um dos ramais, até Bauru, onde encontra a Noroeste do Brasil. Em Corumbá, a Noroeste liga-se à Brasil-Bolivia, chegando a Santa Cruz de la Sierra. Outro ramal da Noroeste alcança a fronteira com o Paraguai, em frente a Ponta Porã.

            A Sorocabana liga o porto de Santos a uma extensa zona do Estado de São Paulo, irradiando-se em direção ao sul através da Rede de Viação Paraná-Santa Catarina.

            Os corredores rodoviários a serviço do porto começam pela Via Anchieta (Santo-São Paulo) que encontra os sistemas rodoviários de Minas Gerais e do Paraná, atingindo algumas regiões da Bolívia e do Paraguai.

            As ilhas de São Vicente e Santo Amaro e um pedaço de continente formam o estuário onde o porto se localiza. A protundidade das águas oscila entre 5 e 13 metros nos S 147 metros de extensio do cais. que se apresenta dividido em dois trechos: na margem direita do canal - ilha do Barnabé; e na ilha de Santo Amaro - Conceiçãozinha.

            Grandes armanéns internos e externos, pátios cobertos e descobertos, servem de abrigo às mercadorias embaladas de todos os tamanhos, que aguardam o embarque ou o transporte até o continente; os combustiveis liquidos (vindos da Refinaria Presidente Bernardes, no município vizinho de Cubatão, por exemplo) e outros produtos a granel ficam armazenados nos tanques da ilha do Barnabé, e dos cais de Alemoa e Saboó.

            Canalizações submarinas de 1000 metros de extensio conduzem o petróleo e seus derivados da ilha do Barnabé a Santos; Saboó e Alemoa então equipados com quatro vias de canalização submarina para transporte de óleo combussivel (uma com 7 805 metros de comprimento e outras três que somam 16054 metros) e uma especialmente para óleo, com 848 metros de extensão

            O movimento do porto de Santos atingiu  11 745000 toneladas em 1970, e 13524043 toneladas em 1971.